Iniciando as atividades internas no campus da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) em Belém, durante o período da 30ª Conferência das Partes (Cop 30), a universidade realiza um evento de abertura no próximo dia 10 de novembro, das 9h às 18h, com três momentos importantes de debate sobre Amazônia brasileira: medicina indígena, emergência climática e educação inclusiva.
Segundo o pró-reitor de ensino, professor Cesar Tenório, a programação de abertura foi pensada priorizando o diálogo. “O objetivo é apontar os caminhos para o enfrentamento da emergência climática global, destacar o pioneirismo da saúde indígena como uma inovação advinda da sabedoria milenar dos povos originários, e a conservação dos recursos naturais em territórios coletivos, por meio do manejo de uso múltiplo de base comunitária, que suscitam a floresta em pé, viva, produtiva e para sempre”, diz.
Para a professora Gracialda Ferreira, coordenadora do Comite Ufra na Cop 30, esse é um passo muito importante para a UFRA equiparar o conhecimento científico ao tradicional. “Trazer para uma instituição acadêmica um debate sobre este tema, conduzido por povos tradicionais que até hoje fazem uso dos recursos a partir dos seus saberes e tradições, inclusive ancestrais, é de uma grandiosidade sem limites. Isso reforça que a Ufra tem as portas abertas para a participação das populações na geração de ciência indígena e ancestral, fortalecendo o papel da universidade como uma instituição da Amazônia”, disse.
Confira a programação de abertura (10/11):
MANHÖInício às 9h, Auditório do pavilhão de salas de aulada UFRA
Boas vindas e acolhimento-equipe da PROEN(mesa de credenciamento e café da manhã)–30 minutos.
MESA DE ABERTURA: Janae Gonçalves (Reitora da UFRA)/ César Tenório (Pró-Reitor de Ensino) / Gracialda Ferreira (Assessora da UFRA na COP 30)/ Raimunda Monteiro (Secretária especial da COP 30)–30 minutos.
DEBATE 1 –Sinergia com eixos temáticos da COP 30: Florestas, Oceanos e Biodiversidade / Agricultura e Sistemas Alimentares / Desenvolvimento Humano e Social/ Questões Transversais.
Objetivo: Promoverum debate qualificado de nível científico sobre o ensino-aprendizagem da comunidade de educadores e pesquisadores brasileiros, voltados para questões relacionadas com a sustentabilidade ambiental e desenvolvimento socioeconômicoda Amazônia e do mundo, capazde apontar os caminhos para o enfrentamento da emergência climática global.
PALESTRA: “O conhecimento científicocomo pilar de transformação da sociedade, para um meio ambiente equilibrado, com justiça climática, avanços econômicos e dignidade humana”–30 minutos.
Palestrante:Prof. Dr. DaniloAraújo Fernandes –Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA/UFPA)
RODA DE CONVERSA(debatedores) -60 minutos.
Profa. Dra. Gracialda Costa Ferreira–Diretora do Instituto de Ciências Agrárias (ICA/UFRA)
Prof. Dr. Luis Mauro Santos Silva–Diretor do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares (INEAF/UFPA)
Dra.Anna Luíza Ilkiu-BorgesBenkendorff–Pesquisadora Titulardo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG)
Moderador:Prof. Dr. Romier da Paixão Sousa–Instituto Federal do Pará(IFPA/campusCastanhal)
MICROFONE ABERTO:Falas daplenáriae interações com o palestrante e debatedores-30 minutos.
Intervalo para Almoçono RU da UFRA
TARDE–Início às 14h, Auditório do pavilhão de salas de aulada UFRA
Exposição de fotos (Nay Jinknss) e Mística dos Povos e Comunidades Tradicionais –30 minutos
DEBATE 2–Sinergia com eixos temáticos da COP 30: Florestas, Oceanos e Biodiversidade / Agricultura e Sistemas Alimentares / Desenvolvimento Humano e Social / Questões Transversais.
Objetivo: Promover um ciclo de diálogo, debate e manifestações sobre medicinas indígenas, fortalecendo a articulação entre universidade, povos indígenas e políticas de ensino e saúde, com foco no fortalecimento dos sistemas de conhecimentos próprios indígenas, como sistemas legítimos de cuidadoeciência.
PALESTRA: “Programa Nacional de Medicinas Indígenas: valorização, discussão e fomentodas medicinas indígenas no contexto do ensino, pesquisa e extensão no Brasil” -30 minutos.
Palestrante: André Fernando Baniwa-Professor e liderançaindígena do povo Baniwa, Alto Rio Negro/AM
RODA DE CONVERSA (debatedores) -60 minutos.
João PauloTukano–Pesquisador indígena brasileiro, pertencente ao povo Tukano do Alto Rio Negro/AM, Professor Visitante no INPAreconhecido pelo seu trabalho sobremedicinaeepistemologiaindígena.
Putira Sacuena-Intelectual, pesquisadora e ativista indígenabrasileira, pertencente ao povo Baré e Baniwa.É Diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena da SESAI.
Cintia Guajajara-Especialista das medicinas indígenas, principal liderança indígenafeminina, educadora, pesquisadora e ativista pertencente ao povo Guajajara, do Maranhão.
Moderador:Dr. Herbert Tadeu de Matos Júnior (Medicinas Indígenas/COAPRO/DAPSI/SESAI).
MICROFONE ABERTO:Falas daplenária e interações com o palestrante e debatedores –30 minutos.
DEBATE 3–Sinergia com eixos temáticos da COP 30: Florestas, Oceanos e Biodiversidade / Agricultura e Sistemas Alimentares / Desenvolvimento Humano e Social / Questões Transversais.
Objetivo: Discutir o ensino e as políticas públicas na perspectiva da sociedade civil e a luz de uma formação comunitária e familiar, associada ao desenvolvimento socioambiental e econômico dos povos da floresta.
PALESTRA: “Educação inclusiva e políticasambientaisvoltadas para os povos e as comunidades tradicionais na Amazônia brasileira: a voz da sociedade civil organizada” -30 minutos.
Palestrante: MsC. Manuel Almeida Amaral Neto–Coordenador Executivo do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)e Secretaria Executivado Observatório do Manejo Florestal Comunitário (OMFC).
RODA DE CONVERSA (debatedores) -60 minutos.
MsC. José Ivanildo Gama Brilhante-Diretor do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS)
MsC. Marco Aurélio Watanabe Lentini–Diretor Executivo do Instituto Floresta Tropical(IFT)
Edineide Barbosa Araújo -Secretária Geral do STTR-Brevese Membro do Observatório do MFCF
Moderador: Prof. Dr. César Augusto Tenório de Lima–Pró-Reitor de Ensino de Graduação(PROEN/UFRA).
MICROFONE ABERTO:Falas da plenária e interações com o palestrante e debatedores -30 minutos.
Encerramento com Manifestações Educacionais, Culturais e Artísticas
Texto: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra